A razão pode matar – Uma análise do Filme Uma Noite no Museu e sua concepção de História

A razão pode matar. O asno de Buridan morreu de fome porque a razão o manteve indeciso a meio caminho entre dois montes iguais de feno, quando um impulso racional a favor de qualquer um deles teria lhe salvado a vida. Entretanto, este não é o lugar comum. Quando falamos da verdade, da sua busca e verificação, a razão parece não possuir competidores. Ao desconfiamos da paixão por ser subjetiva demais, ou ao rejeitamos a autoridade que nos oprime, ou quando abandonamos a percepção sensorial por considerá-la naturalmente enganadora e rechaçamos a intuição por ser excessivamente imaginária, nós nos refugiamos na razão. A racionalidade nos satisfaz psicologicamente frente à voracidade de nossas paixões e, de alguma forma, nos protege delas. A razão se transforma na última trincheira de resistência ao enfrentamento dos impulsos que não somos capazes de admitir a nós mesmos.

Historicamente, este tipo de racionalidade – sim, existem muitos outros - está ligado à disseminação do racionalismo cartesiano francês a partir do século XVI, ao Iluminismo do século XVIII e ao privilegiado cenário erigido pelo Liberalismo, que garantiu as coordenadas históricas de seu desenvolvimento. O objetivo do Iluminismo era substituir a força pela razão, a evidência da autoridade pela autoridade da evidência. E a nossa concepção de ciência, tal como ela é feita hoje, é, em larga medida, tributária deste legado. Seu princípio vivo era a crença no progresso contínuo da racionalidade humana e na sua progressiva conquista da felicidade social que dali irradiaria. Sua concepção de ciência era tudo aquilo que poderia ser pensado racionalmente e, portanto, testado por meio de experiências que corroborassem a verdade de suas proposições. A razão parecia imbatível.

Assim ao menos parecia no século XVIII, quando grande parte da Europa caiu sobre o domínio de Napoleão e da expansão do impulso revolucionário francês. O Antigo Regime, com suas estruturas políticas e econômicas carcomidas, junto com o obscurantismo medieval, que ainda sobrevivia e lhe dava fôlego, era o principal inimigo a ser combatido. Do que mais trata o filme Os Irmãos Grimm, de Terry Gilliam, além da resistência da especificidade cultural de uma Alemanha ocupada e dilapidada, pronta para compensar a injúria da ocupação militar francesa com a descoberta de sua própria identidade, que fazia do sentimento nacional, bem como da tradição cultural e da história (mesmo os contos de fadas), um contra-poder ao imperialismo cartesiano francês? Contra a cultura, agora pensada como o domínio no qual se desenvolve a atividade espiritual e criadora do homem, opunha-se a minha cultura, o espírito do povo ao qual pertenço e que impregna desde os meus pensamentos mais nobres até os gestos mais simples da minha existência cotidiana. Iluminismo francês, ação, contra Romantismo alemão, reação.

Não podemos minorizar os efeitos deste combate na atualidade. Grande parte do litígio sobre o que é ciência nos dia de hoje tem origem neste embate. A concepção de ciência e de verdade das Luzes leva à construção de uma ideologia na qual só é digno de pensamento aquilo que pode ser encerrado dentro de coordenadas precisas de medição e dimensão, que pode ser testado e reproduzido, excluindo todo o resto como irracional, menor, indigno de pensamento. Esta vertigem da precisão[1], bem como outras patologias do espírito científico, seria prontamente atacada e desmistificada pelo romantismo alemão. Contra uma racionalidade cartesiana abstrata e a-histórica, ciosa por assenhorear-se imperiosamente de todos os instrumentos para aquisição e verificação da verdade e do bem-estar social, contrapunha-se uma racionalidade pensada historicamente, fruto do desenvolvimento tortuoso do movimento dinâmico das relações humanas, calcada na tradição, nas realidades culturais e identitárias.

Neste momento, as Luzes são surpreendidas em uma cegueira da razão, pois refletem uma arrogância. Ao julgar todas as experiências humanas pelo seu critério de razão particular, subordinam toda a plasticidade da história a um critério que julga absoluto, mas que nada mais é do que uma maneira de pensar provisória, peculiar e condicionada historicamente. Se a nação de Voltaire se acredita capaz de tal empresa é porque está imbuída da superioridade de seu país e de seu tempo. Este é o contexto do nascimento das ciências humanas, e do homem como objeto de estudo. Não fiquemos contrariados com esta verdade: o estudo do homem (as ciências humanas) é um produto da contra-revolução.

O impacto desta contenda na atualidade é considerável, e sua repercussão fica mais evidente quando colocamos a questão fundamental: é a História uma ciência? Frente a esta indagação, temos três respostas particulares, que se confundem com o embate entre o Racionalismo francês e o Romantismo alemão. Elas se produzem historicamente da seguinte forma:  

  1. A História é uma ciência, uma vez que as estruturas históricas sobreviventes do passado (documentos, monumentos, etc.) possuem uma correlação exata com os fatos passados, bastando ao historiador apenas representá-los sem deturpar seu sentido. Essa concepção é uma tentativa de forçar o modelo histórico a se adequar a uma concepção de ciência iluminista e positivista, e se confunde com um hiper-empirismo e a teoria do reflexo.  
  2. A História não é uma ciência, pois não permite a reprodutibilidade da experiência, tão necessária para a verificação de sua validade. Tal concepção se produz pela recusa da tentativa de construção de uma história positivista aos moldes do modelo francês, e revela grande ceticismo em relação à História como produtora de verdades. Outra concepção, ainda que concorde com o caráter não-científico da História, coloca sua ênfase em outro fator: a História vai muito bem e não necessita de adquirir o status distintivo de ciência para “funcionar”; nem é preciso dizer que tal concepção, longe de resolver o problema, não consegue reconhecer que a luta pelo sentido da ciência não é meramente uma vaidade, mas possui significações mais profundas (pode a história empreender um conhecimento verdadeiro?).  
  3. A História é uma ciência, mas sua cientificidade não pode ser entendida dentro de uma tradição iluminista. Tal concepção, mais recente, rejeita ao mesmo tempo a concepção racionalista de História (2) e o relativismo epistemológico tão característico dos anos 60 e 70 (que não analisaremos aqui). É herdeira de uma concepção de História advinda do romantismo alemão, ainda que com diferenças estruturais. Mantém uma crença fundamental na possibilidade da História de produzir verdades.  

Na realidade, o problema da Ideologia da Precisão é o princípio de que a medição e o encerramento da realidade dentro de uma escala de valores matemáticos e observáveis são garantias do entendimento de alguma coisa. Como se o número fosse a representação máxima da verdade. Ora, a matematização do mundo traduz uma relação com a realidade regida por formalizações que “representam e transvestem” essa relação, além de dispensar o indivíduo de alimentá-la com suas próprias intenções. O indivíduo deixa de ser o operador que mobiliza um conjunto de procedimentos de cálculos por ele criado e se torna ausente nestas operações que, como por mágica, adquirem uma existência na realidade, fixada por ela. Dessa forma exteriorizada, as operações matemáticas, até então produto de um indivíduo que as cria, pensa sobre elas e decide os critérios de sua aplicação e validade, tornam-se operantes por si mesmas e subjugam o operador, agora incapaz de ter controles sobre elas. Este hiper-empirismo, patologia de uma razão incapaz de reconhecer seus limites (e, portanto, irracional), constitui em larga escala o caráter de objetividade que subsiste na ciência ainda hoje. Esta objetividade extremada, que visa o desprendimento do sujeito do conhecimento de seus valores, desejos e pré-concepções, é filiada à teoria do reflexo e preconiza que o sujeito deve morrer para que o objeto possa falar.

Todo este debate pode parecer extremamente acadêmico e incapaz de moldar as percepções de um mundo que não esteja restrito aos profissionais em teoria do conhecimento ou aos especuladores em questões filosóficas profundas; ou seja, a grande maioria das pessoas. Entretanto, por mais que as grandes linhas e teóricos destas questões não penetrem na vida cotidiana das pessoas, existem outros instrumentos que inoculam estas mesmas concepções e mistificam as relações de grande parte das pessoas com a ciência, em geral, e com o conhecimento histórico, em particular. Cristalizam, por assim dizer, uma estrutura ideológica que tem conseqüências práticas em suas vidas e que, muitas vezes, os direcionam para determinadas ações que só fazem com que elas aquiesçam com o poder político dominante, ainda que muitas destas manifestações não tenham o objetivo declarado (ou mesmo subjacente) de submetê-las a estes poderes, mas que o fazem assim mesmo.

Que dizer sobre a concepção de história existente em um filme de grande sucesso como Uma Noite no Museu, dirigido por Shawn Levy, com Ben Stiller? Um vigia noturno cuida de um museu onde a História respira e toma vida. Vemos os principais personagens da história mundial –  e, principalmente, americana – desenvolvendo suas ações e movimentos, deixando claro que a História é um movimento vívido, que tem impacto direto em nossas vidas, que faz parte do nosso cotidiano e das nossas relações com a realidade. Os objetivos são os mais nobres: captar a nossa atenção para importância fundamental da História em nossas vidas e do museu como suporte material de sua transmissão. Um filme sem pretensões, que diverte e nos emociona ao mesmo tempo em que é educativo e instrutivo. Que mais poderíamos querer?

No entanto, no mesmo momento em que o divertimento e o “educativo” entram pela porta da frente, a reflexão sai pela porta de trás. O grande problema da concepção de história do filme Uma Noite no Museu é que ela é espetacular. Ela reproduz fielmente a teoria do reflexo onde o sujeito do conhecimento deve morrer para que o objeto fale por si mesmo, melhor ainda se o nosso objeto de estudo ou exposição seja uma personagem histórica. É sempre a própria história quem fala neste filme. Não existem objetos materiais neste acervo; se existem, servem apenas de suporte às figuras históricas feitas de cera. Não existe em nenhum momento o confronto com a materialidade, grande função e objetivo dos museus com acervos.

Ora, a produção e reprodução social, bem com a sustentação de todo o nosso universo simbólico e cultural, seria impossível sem o oceano de coisas materiais no qual estamos inseridos. A mão cria o martelo, mas o martelo também cria a mão que deve se adequar à sua morfologia material e instrumental. O olho cria a obra de arte, mas a obra de arte também cria o olho sensível à suas indagações, códigos e linguagens. Portanto, a cultura material só pode ser entendida dialeticamente, como vetores de relações sociais, sendo produto dessas relações como também fator necessário para a estruturação das mesmas. A importância do museu com acervo é constituir-se como um recurso estratégico para a tomada de consciência desse universo de coisas materiais, e de como elas explicam, produzem sentidos e legitimam as relações sociais em um determinado tempo e espaço, pois defronta-nos com os objetos enquanto objetos, em seus múltiplos sentidos e funções, coisa que este filme, em específico, nunca poderia fazer. Ele trata de entreter, não de exercer a reflexão.

O filme Uma Noite no Museu se enquadra perfeitamente em uma nova concepção museológica em voga atualmente nos EUA, os “Living Museum”, ou Museus Vivos. Exatamente como no filme, a história pode ser sentida, vivida, presenciada, tudo proporcionado por atores contratados, artifícios espetaculares e suportes midiáticos. O principal problema das montagens que se servem destes recursos para transmitir o seu discurso sobre o passado é que, na medida em que revelam a sua incapacidade de enfrentamento com o objeto, se apropriam de um sentido fechado, a-crítico, assumido tacitamente, dado, como se constituíssem como a própria realidade passada no presente, apresentando a história como ela “de fato” aconteceu. Ora, é patente que o objeto material e, muito menos, as personalidades históricas não falam por si mesmas, não obstante o montante de teorias ou recursos cinematográficos que tentem provar o contrário. A idéia de uma identidade unívoca e perfeitamente simétrica entre o documento histórico e conhecimento histórico é o fruto comum, ainda que com funções ideológicas diferentes, de dois processos distintos:  

  1. O primeiro, como já foi dito, é fruto da permanência da concepção iluminista de ciência. É a idéia de que o objeto possa falar por si mesmo, que o mesmo seja o portador imanente de um sentido concreto, velado, impresso em sua materialidade, e que apenas precisa ser desvendado e revelado pelo historiador.  
  2. O segundo é decorrência da própria dinâmica sócio-histórica das sociedades capitalistas avançadas, e é produto do processo de alienação tipicamente instituído nessas sociedades: a fetichização do objeto, ou seja, a idéia de que o objeto possui poderes imanentes, da mesma forma que os procedimentos matemáticos puderam se emancipar do indivíduo que é seu operador.  

A idéia de que o passado pode ser empiricamente acessível, penetrado em sua realidade verdadeira, em seu núcleo concreto, é a principal contribuição dessas novas tendências de exposições em museus, cristalizadas nos “Living Museum” e em filmes como Uma Noite no Museu. Tal concepção reifica o passado, tornando o caminho da apreensão sensorial como o caminho por excelência para a apreensão do passado. Com o eclipse e a destruição da distância que separa passado e presente, o passado é aprisionado no presente, criando e reforçando a ilusão de se observar o fato histórico como ele “de fato aconteceu”.  

Obviamente, nem precisamos ressaltar longamente quais são as vantagens e utilidades desta concepção de história e de museus para a reprodução da lógica política dominante. Basta dizer que a sua suposta “objetividade” - a história como “de fato” ela aconteceu - permite que a história oficial faça-nos reféns de suas necessidades, impedindo todas as considerações críticas necessárias à sua verificação e avaliação. O mesmo processo que delega aos números, considerados objetivos por si mesmos, o poder de ditar com “segurança” nossas relações com a realidade, que agora nos escapa completamente. 

Rodolfo Oliveira

Nota

[1] A conquista metrológica do mundo não se fez unicamente para o benefício da ciência, mas também para possibilitar o liberalismo político e econômico, bem como o capitalismo, que precisavam de bases seguras para o seu desenvolvimento. Ela é uma pequena parte do grande processo de diferenciação institucional entre as funções políticas e econômicas. Contra os privilégios, as relações de solidariedade tradicionais, os impedimentos à expansão econômica fixados pelo Estado Absolutista e pelo mercantilismo, era preciso dissolver todas as bases de sustentação das sociedades tradicionais. Foi através deste processo que a burguesia ascendeu à proeminência do controle político. Com a conquista metrológica, que exigia a unificação dos pesos, medidas e da moeda, o Estado administrativo poderia finalmente (obviamente muitas outras condiçcões foram necessárias) se tornar o principal agente da expansão econômica da burguesia. Estado e sociedade, a partir de então, estariam associados irremediavelmente um ao outro em uma relação dialética. Este Estado dependeria da economia de mercado para a mobilização massiva de recursos econômicos, com o estabelecimento de impostos e taxas necessárias a sua reprodução como instrumento de controle e regulação da vida social. Em contrapartida, a economia de mercado dependeria deste Estado para lhe assegurar, através de bases legais e de instrumentos políticos, as garantias e regulamentações necessárias à reprodução das atividades econômicas (proteção da propriedade privada, do crédito, da observância dos contratos, etc.).

Prova realmente prova alguma coisa?

O post da Vivi me motivou a falar um pouco sobre o vestibular. Realizado todos os anos em nosso país e em muitos outros, o sistema é,  na minha visão, extremamente arcaico.

Fazer uma prova para medir quem conhece mais não avalia nada. Muitas dos candidatos que tem um futuro extremamente promissor não conseguem passar no vestibular, muitas vezes por nervosismo na hora da prova ou porque não estavam bem no dia da avaliação. Isso pode acontecer com qualquer candidato, nunca se sabe quando se pode acordar gripado. Mas é justo tirar a vaga de um candidato porque ele acordou com um mal estar?

Prova não prova nada! Essa é a verdade! Não se mede o nível de conhecimento de alguém apenas realizando uma prova.  São necessários outros meios para se fazer isso. O problema é que esses meios não caros. Realizar entrevistas, verificar históricos escolares completos, ler cartas de recomendação, etc. são meios que se tornam caros e difíceis para as universidades. Elas preferem o jeito facil, barato e injusto, o vestibular.

Porém, o vestibular prova cada vez mais que é um erro, principalmente quando se vê um aluno abandonar a faculdade no primeiro semestre de aulas, sendo que se hovesse a seleção por outros meios como entrevistas, etc. isso dificilmente aconteceria. Está mais do que na hora de se repensar o conceito de ingresso em faculdades, porque o atual já era!

André Paoletti

Enem [é nem]

Bom, p/ ressuscitar um pouco o blog  vou postar algumas coisas sobre o  nosso teste de resistência psicológica que foi adiado (para os dias 5/12 e 6/12):

“A USP informou no início da tarde desta quarta-feira que a universidade não vai utilizar a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para compor a nota dos candidatos do vestibular 2010. A Unicamp também já tinha informado ontem que também não poderia usar o exame devido ao adiamento da data do exame, remarcada para os dias 5 e 6 de dezembro.” -da Folha Online

 ”Dia 5 de fevereiro de 2010 é a data limite com que o MEC (Ministério da Educação) trabalha para divulgar os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). ” -Amanda Cieglinski

 ”O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta (8) que o adiamento da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), marcada para os dias 5 e 6 de dezembro, não irá afetar a seleção de estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa do Prouni (Programa Universidade para Todos).” -Amanda Cieglinski

E está aí a lista das universidades que já anunciaram que vão mudar a data de seus vestibulares por causa do Enem (só não são todas que já definiram a data):

Particulares
A PUC-SP e a PUC-MG anunciaram que não irão utilizar o Enem 2009 no vestibular e a Faculdade Cásper Líbero, de São Paulo, adiou o vestibular para 13 de dezembro.

A FGV-SP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas) ainda deve definir nova data.

O Senac-SP deve decidir na próxima semana sobre adiamento do processo seletivo. E a Metodista (Universidade Metodista de São Paulo) deve definir a nova data do vestibular 2010 em reunião na quinta-feira (8).

Federais

  • UnB (Universidade de Brasília): mudou o PAS (Programa de Avaliação Seriada) para 12 e 13 de dezembro;
  • UFC (Universidade Federal do Ceará): provas de conhecimentos específicos e redação serão em 13 e 14 de dezembro;
  • Estaduais

  • Fatecs-SP (Faculdade Tecnológica de São Paulo): 13 de dezembro;
  • Unesp (Universidade Estadual Paulista): data a ser definida;
  • EAGS (Escola de Especialistas de Aeronáutica): data a ser definida.
  • UEA (Universidade Estadual do Amazonas): mudou para 7 e 8 de dezembro;
  • UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa): mudou para em 20 de dezembro;
  • Uems (Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul): mudou para 13 de dezembro;
  • Uneb (Universidade do Estado da Bahia): mudou para 20 e 21 de dezembro;
  • Uerj (Universidade do do Rio de Janeiro): mudou para 13 de dezembro o exame discursivo;
  • Uema (Universidade Estadual do Maranhão): mudou para 20 de dezembro;
  • UEAP (Universidade Estadual do Amapá): data a ser definida;
  • Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná): 11 de dezembro;
  •  -Vivii

    Por que não protestar de outra forma?

    Produtores despejam leite em manifesto contra queda de preços na UE

    “Bruxelas – Produtores europeus de laticínios derramaram 3 milhões de litros de leite nesta quarta-feira, em um campo da Bélgica, numa tentativa de chamar a atenção para a queda dos preços. Eles consideram a situação urgente.

    …”

    Reportagem completa:

    http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/09/16/ 

    produtores+despejam+leite+em+manifesto+contra+queda+de+precos+na+ue+8487926.html

     

    Seca no Quênia: 40 pessoas mortas de fome no norte do país

    “Pelo menos 40 pessoas, em maioria crianças, morreram desde dezembro de fome ou de doenças vinculadas à subalimentação no nordeste do Quênia, assolado por uma das piores secas que conheceu o país.

    O levantamento precedente mencionava pelo menos 20 mortos em dezembro nesta região, onde praticamente não chove há mais de dois anos.

    Pelo menos 16 crianças morreram no hospital provincial de Garissa (330 km de Nairóbi) e pelo menos 24 pessoas – entre elas crianças – morreram em aldeias isoladas desde dezembro, de acordo com um novo levantamento estabelecido pela Cruz Vermelha local.

    O nordeste do Quênia é habitado essencialmente por nômades somalis que se dedicam à pecuária. Esses nômades foram diretamente abalados pela morte de fome e de sede de centenas de animais.

    A Cruz Vermelha advertiu que outras centenas de pessoas poderiam morrer de fome nas próximas semanas, e pediu doações de 8,4 milhões de dólares para financiar suas operações nos 21 distritos mais atingidos.

    “Cada vez mais mortes são registradas”, alerta a Cruz Vermelha. “A maior parte das mortes se deve a complicações ligadas à desnutrição”, explicou a organização, destacando que muitas pessoas também sofrem de pneumonia, anemia e malária.

    “A situação está grave”, declarou nesta quarta-feira à AFP o médico Asha Mohammed, membro da Cruz Vermelha.

    Cerca de 2,5 milhões de pessoas são ameaçadas pela fome no nordeste, no leste e nas regiões costeiras do Quênia.

    …”

    Reportagem completa:

    http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2006/01/04/ult34u144420.jhtm

    O que vocês acham disso?

    Um bom protesto?  Postem !

    Alguns lugares…

    Aproveitando a idéia do Andre para dar uma levantada no blog, aqui vai um link com umas dicas de lugares bacanas na cidade de São Paulo.

    http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/destaque/478-centros-culturais-paulistanos

    Uma musica para refletir…

    Bom, já que ninguém tem nenhuma idéia para post, inclusive eu, resolvi postar uma musica do Ozzy Osbourne que fala um pouco sobre o futuro do mundo. Quem quiser dar uma olhada…

    Dreamer – Ozzy Osbourne

    Gazing through the window at the world outside
    Wondering will mother earth survive
    Hoping that mankind will stop abusing her, sometime

    After all there’s only just the two of us
    And here we are still fighting for our lives
    Watching all of history repeat itself, time after time

    I’m just a dreamer
    I dream my life away
    I’m just a dreamer
    Who dreams of better days

    I watch the sun go down like everyone of us
    I’m hoping that the dawn will bring good signs
    A better place for those who will come after us, this time

    I’m just a dreamer
    I dream my life away, oh yeah
    I’m just a dreamer
    Who dreams of better days

    Your higher power may be God or Jesus Christ
    It doesn’t really matter much to me
    Without each others help there ain’t no hope for us
    I’m living in a dream of fantasy, oh yeah yeah yeah

    If only we could all just find serenity
    It would be nice if we could live as one
    When will all this anger hate and bigotry be done

    I’m just a dreamer
    I dream my life away, today
    I’m just a dreamer
    Who dreams of better days, oh yeah

    I’m just a dreamer
    Who’s searching for the way, today
    I’m just a dreamer
    Dreaming my life away, oh yeah yeah yeah

    E a tradução…

    Contemplando pela janela o mundo afora
    Desejando saber se a mãe terra sobreviverá
    Esperando que a humanidade parasse de abusar dela alguma vez

    Afinal só existem dois de nós
    E aqui estamos, ainda lutando por nossas vidas
    Vendo toda história se repetir, vez por vez

    Sou apenas um sonhador
    Eu sonho minha vida
    Sou apenas um sonhador
    Que sonha com dias melhores

    Vejo o sol descer como todos nós
    Estou aguardando que o amanhã traga bons sinais
    Dessa vez, um lugar melhor para aqueles que virão depois de nós

    Sou apenas um sonhador
    Eu sonho minha vida
    Sou apenas um sonhador
    Que sonha com dias melhores

    Sua força maior talvez seja Deus ou Jesus Cristo
    Isso não tem muita importância para mim mesmo
    Sem ajudar uns aos outros não haverá esperança para nós
    Vivo num sonho de fantasia

    Se ao menos pudéssemos encontrar serenidade
    Seria ótimo se pudéssemos viver como um só
    Quando acabará toda essa raiva e fanatismo?

    Sou apenas um sonhador
    Eu sonho minha vida
    Sou apenas um sonhador
    Que sonha com dias melhores

    Sou apenas um sonhador
    Que hoje está procurando o caminho
    Sou apenas um sonhador
    Sonhando minha vida

    Vale a pena refletir sobre a musica…

    Fonte das letras: Letras.mus.br

    Pra que isso?

    Por que essa baderna toda por causa da Gripe A (ou Gripe Suína)?
    Adianta de que agir por impulso e ficar correndo pra tentar descobrir o
    modo de tratamento? Quanto mais pressa, mais demora! Isso é fato!
    Não estou dizendo que devemos ignorar, é lógico, mas o modo como
    falam dela é feito de uma forma tão agressiva, que as pessoas traumatizam,
    entram em depressões ou até mesmo passam a ter a crise do pânico por
    causa disso. Eu mesmo ja ví muitas pessoas que ficaram apavoradas
    por causa da gripe, e literalmente atordoadas por causa disso.
    Por mais que estivessem só com uma dor de cabeça, pareciam que iam morrer,
    correram ao pronto socorro com medo de estar gripado, e ao chegar recebiam
    a notícia: ‘É só uma dor de cabeça normal meu(minha) senhor(a), provável
    que seja por estresse. Tome esse remédio.’
    Pois é, estressados por que? O que será que causou esse nervosismo?
    Foi exatamente isso: O medo de pegar a Gripe Suína…
    Tal gripe é mais fraca que a comum, o nosso único problema era o fato
    de que essa gripe era desconhecida… Agora, já se tem remédio, vacina, etc.
    Então por que dessa baderna toda ainda? Quanto mais pensarmos nela,
    mais estaremos vulneráveis… Sim, vulneráveis. Por mais que não acreditem,
    o pensamento tem poder SIM! Se pensarmos a toda hora: “Ai eu vou pegar gripe,
    e agora? Se eu fizer isso vou me contaminar! Se eu sair de casa posso esbarrar em
    alguém contaminado! E AGORA?!”
    Isso chega a ser ridículo. Sinceramente? Dane-se a gripe! Se eu for pensar em
    cada coisa que pode acontecer comigo se eu sair de casa, eu vou morrer de velhice
    deitado na cama! Nao viverei um momento se quer! Isso por que? Por medo?
    Não sei quanto a vocês, mas acho que está na hora de revermos nossos conceitos…

    Uma coisa vem me intrigando ultimamente..

    Por que essa baderna toda por causa da Gripe A (ou Gripe Suína)? Adianta de que agir por impulso e ficar correndo pra tentar descobrir o modo de tratamento? Quanto mais pressa, mais demora! Isso é fato!

    Não estou dizendo que devemos ignorar, é lógico, mas o modo como falam dela é feito de uma forma tão agressiva, que as pessoas traumatizam, entram em depressões ou até mesmo passam a ter a crise do pânico por causa disso. Eu mesmo ja ví muitas pessoas que ficaram apavoradas por causa da gripe, e literalmente atordoadas por causa disso.

    Por mais que estivessem só com uma dor de cabeça, pareciam que iam morrer, correram ao pronto socorro com medo de estar gripado, e ao chegar recebiam a notícia: ‘É só uma dor de cabeça normal meu(minha) senhor(a), provável que seja por estresse. Tome esse remédio.’

    Pois é, estressados por que? O que será que causou esse nervosismo? Foi exatamente isso: O medo de pegar a Gripe Suína… Tal gripe é mais fraca que a comum, o nosso único problema era o fato de que essa gripe era desconhecida… Agora, já se tem remédio, vacina, etc.

    Então por que dessa baderna toda ainda? Quanto mais pensarmos nela, mais estaremos vulneráveis… Sim, vulneráveis. Por mais que não acreditem, o pensamento tem poder SIM! Se pensarmos a toda hora: “Ai eu vou pegar gripe, e agora? Se eu fizer isso vou me contaminar! Se eu sair de casa posso esbarrar em alguém contaminado! E AGORA?!”

    Isso chega a ser ridículo. Sinceramente? Dane-se a gripe! Se eu for pensar em cada coisa que pode acontecer comigo se eu sair de casa, eu vou morrer de velhice deitado na cama! Nao viverei um momento se quer! Isso por que? Por medo? Não sei quanto a vocês, mas acho que está na hora de revermos nossos conceitos…

    Felipe Fukumoto

    Hora de crescer

    ‘Exército israelense bombardeia e destrói túnel no norte de Gaza
    Aviões do Exército de Israel bombardearam e destruíram um túnel
    que ligava o norte da região palestina com o sul do território israelense na Faixa de Gaza,
    informaram porta-vozes militares neste domingo (30).
    As fontes informaram que o ataque não causou vítimas, e que o túnel tinha sido escavado
    por milicianos do grupo radical islâmico Hamas e de outros grupos armados palestinos,
    com o propósito de perpetrar atentados em Israel.
    O Exército de Israel bombardeia e destrói com frequência os túneis que ligam o sul de Gaza
    com o Sinai egípcio, que são utilizados para o trânsito de todo tipo de mercadorias, a fim de
    garantir o bloqueio israelense da faixa. ‘
    Sempre vemos esse tipo de informação nos jornais… E eu sempre me pergunto:
    Por que? Por que essas lutas, essas brigas que nunca terão fim? O que ganhamos com isso?
    Brigas entre nações por causa de religião ou por preconceito? Sinceramente… Já passou da hora
    de crescermos… de agirmos como adultos.
    Brigar, guerrear… Isso só nos rende uma coisa: Morte. E sinceramente… quem quer receber esse
    ‘GRANDE’ prêmio? Acho que ninguém…
    Esses dias, ví numa das páginas da Uol uma enquete que dizia:
    “EUA na Colômbia:
    Na sua opinião, o acordo que eleva a presença militar
    dos Estados Unidos na Colômbia ameaça o Brasil?
    [ ] Sim                        [ ] Não”
    Agora alguém me responda… pra que isso? Se for uma ameaça, faremos o que? Atacaremos os EUA?
    Explodiremos a Colômbia para que não ponham seu exército lá?
    Não temos o que fazer. E muito menos motivo para brigar!
    Realmente eu acho que o mundo precisa ‘crescer’, agir feito gente, e parar de exterminar a própria raça.

    ‘Exército israelense bombardeia e destrói túnel no norte de Gaza

    Aviões do Exército de Israel bombardearam e destruíram um túnel que ligava o norte da região palestina com o sul do território israelense na Faixa de Gaza, informaram porta-vozes militares neste domingo (30).

    As fontes informaram que o ataque não causou vítimas, e que o túnel tinha sido escavado por milicianos do grupo radical islâmico Hamas e de outros grupos armados palestinos, com o propósito de perpetrar atentados em Israel.

    O Exército de Israel bombardeia e destrói com frequência os túneis que ligam o sul de Gaza com o Sinai egípcio, que são utilizados para o trânsito de todo tipo de mercadorias, a fim de garantir o bloqueio israelense da faixa. ‘

    Sempre vemos esse tipo de informação nos jornais… E eu sempre me pergunto: Por que? Por que essas lutas, essas brigas que nunca terão fim? O que ganhamos com isso? Brigas entre nações por causa de religião ou por preconceito? Sinceramente… Já passou da hora de crescermos… de agirmos como adultos.

    Brigar, guerrear… Isso só nos rende uma coisa: Morte. E sinceramente… quem quer receber esse ’GRANDE’ prêmio?Acho que ninguém…

    Esses dias, ví numa das páginas da Uol uma enquete que dizia:

    “EUA na Colômbia:  Na sua opinião, o acordo que eleva a presença militar dos Estados Unidos na Colômbia ameaça o Brasil?

    [ ] Sim                        [ ] Não”

    Agora alguém me responda… pra que isso? Se for uma ameaça, faremos o que? Atacaremos os EUA? Explodiremos a Colômbia para que não ponham seu exército lá? Não temos o que fazer. E muito menos motivo para brigar! Realmente eu acho que o mundo precisa ‘crescer’, agir feito gente, e parar de exterminar a própria raça.

    Felipe Fukumoto

    O duradouro pelo descartável…

    Foi o ultimo post de minha colega vivi posto nesse blog que me inspirou a fazer esse texto.
    Centenas de pessoas saem para trabalhar todos os dias pelas cidades do mundo, sem muitas vezes reparar no caminho, nos estereótipos, na atual cultura pop, no lixo, no consumo, isso porque já estão acostumadas com o cotidiano e com a cultura de um modo geral, mas repare bem, dem uma boa olhada e perceberam que a muito mais por trás do cotidiano.
    Antes do que foi chamado Rev. Industrial o mundo tinha como valor, como estatus em geral aquilo que era durável, por exemplo, uma peça de mobília tinha mais valor conforme mais antiga esta era e as pessoas procuravam consumir produtos de melhor qualidade e que durace mais, assim esse pensamento se refletia em toda a sociedade , as pessoas procuravam parecer mais velhas do que realmente eram, ao primeiro olhar isso pode ser um tanto quanto estranho para um jovem moderno, coisa de sociedades arcaicas, mas essa cultura refletia uma sociedade que dava valor a experiência, ao conhecimento, uma época em que a culinária ñ era simplesmente uma maneira de encher a barriga durante a pausa para o almoço, em que musica não era só para pular ou se manter distraído enquanto estamos dentro do ônibus.
    Antigamente as pessoas viam na arte a força que dava sentido a humanidade e impedia que a vida fosse apenas sobrevivência e reprodução, assim cada atividade humana era repensada, não era uma frescura como costumamos pensar hoje em dia, mas um meio de dar sentido a existência do homem, por conseqüência as pessoas tinham uma vida mais saudável, mais natural e a seu tempo, assim como uma vida mais rica e profunda, hoje em dia, vemos no entanto a perca desses valores e por conseqüência uma sociedade mais vazia e uma mentalidade consumista que faz mal tanto para nos quanto para a natureza.
    Podemos então erroneamente cupar o progresso por essa mudança de mentalidade, mas se pensarmos na historia do capitalismo veremos a origem de tudo isso. Com a chegada da Rev. Industrial os industriais burgueses precisavam vender suas mercadorias, que eram agora produzidas aos montes sem a menor preocupação com sua qualidade, mas não poderiam vender muito numa sociedade que dava valor a objetos antigos, a solução foi uma macha para desvincular esses valores, uma quase que lavagem cerebral no mundo com o objetivo de que as pessoas passassem a dar valor a o que é novo, rápido e descartável e assim consumisse mais. A conseqüência disso é uma sociedade fútil, vazia. As pessoas não encontram mais a satisfação quando comem, quando se divertem, quando fazem amor, isso porque essas próprias atividades, tão básicas ao ser humano agora se tornam vazias e sem significado, a conseqüência disso tudo se reflete numa busca por significado em nossas vidas que nuca se concretiza, passamos a nos tornar escravos do consumo, precisamos de um carro grande, de um celular moderno, de um novo computador, mas quando adquiramos esses bens logo percebemos que não são mais suficientes, o do outro é melhor, é mais novo, as pessoas se preocupam com as drogas, nos trancamos em apartamentos em ruas que se quer possuem uma arvore, mas o vicio se estende muito alem da maconha, precisamos ir a balada para nos envolvermos com o maior numero de pessoas, mas isso parece não suprir nossa necessidade, vamos jantar e comemos três vezes mais do que precisamos, nos estufamos, mas a fome não passa, então dormimos, dormimos o dia inteiro, sendo que nem temos motivos para estarmos cansados e o sono não passa, então vemos que mesmo em paises ricos (e nesse caso, principalmente nesses paises) casos como a depreção se multiplicam aos montes, jovens simplesmente entram na escola e matam a todos, descupem mas isso não é natural, mas apesar de todos esses problemas, a maior vitima é a natureza, consumimos, consumimos e consumimos e para aonde vai isso, ou de onde veio já parece não nos incomodar, o efeito estufa se torna uma conseqüência distante e pequena diante o prazer ilusório de comprarmos um carro da moda e possante.
    Abram os olhos.

    - Marcelo Caires

    Ignorância

    Não esqueço o dia em que eu estava fazendo minha contribuição com o capitalismo, comendo no McDonald’s, e a praça de alimentação estava muito cheia, então precisei sentar na mesma mesa em que estava uma mulher e a mãe dela.Não é como se eu estivesse ouvindo demais, mas eu estava muito perto daquela moça e não pude evitar ouvir sua conversa, a qual a mulher parecia fazer questão que ouvissem também…

    A questão é que havia aparecido uma menina, parecia ter uns 6 ou 7 anos,  acima de seu peso e ela usava roupas pequenas, que deixavam sua forma maior do que realmente era.A pequena estava acompanhada do pai e parecia angustiada, não queria comer em lugar nenhum e estava pedindo ao pai para ir embora.Durante toda esta cena, eu ouvia a tal mulher falando para a mãe: ”Nossa, olha aquela menina…que obesa!e ainda consegue ser fresca, não quer comer em lugar nenhum.Se fosse minha filha eu operava, é muito gorda!”. OK. Liberdade de expressão?Concordo que devemos ter, mas isso é pura ignorância! Como alguém pode ser tão ignorante a ponto de viver fora de uma das principais questões do mundo, a obesidade? Como alguém pode ser tão egoísta para crticar uma criança desse modo e esta nem chega a ser obesa?Obesidade é uma doença, não é algo que alguém escolheu para si.Em um mundo tão estereotipado, em que há tanto preconceito com pessoas de maior peso, e aqui não me refiro apenas à obesos, quem gostaria de ficar fora desta visão, infelizmente predominante, de ter um corpo magro?Engraçado pensar que este tipo de corpo, antigamente, era considerado um corpo doente e os gordinhos eram mais bonitos, pois eram considerados saudáveis…Mas essa concepção, de repente, mudou!Como? …

    Mas eu não disse que a menina era obesa, não era mesmo!Ela estava acima do peso, mas não chegava a tal ponto.Mas a mulher do meu lado colocava a culpa do peso desta menina na própria pequena, mas se a menina tinha uns 6 ou 7 anos, é ela quem escolhe o que ela deve comer?Ou são os pais que decidem a alimentação do filho, que fazem o almoço da criança, que compram o que ela vai comer?Então o controle da alimentação desta criança é dos pais, não da menina que estava naquela praça e a mulher colocava a culpa nela!Em pensar que a minha mãe ainda faz a minha janta, então é claro que é ela que tem o controle sobre o que é saudável ou não para mim, imagina isto com uma criança não deve, ou pelo menos não deveria, ser diferente!

    Tá, eu falei da questão da obesidade, de que o controle da alimentação não é da menina, mas considerando outras pessoas, tem gente que não liga para o peso e não deve mesmo!Alguém é melhor que alguém para poder julgar? Por que aquela mulher estava criticando então?Será que ela é a melhor e eu nem desconfiei???

    Voltando para tal ignorância…e aquela história de que os ”gordinhos” tem que pagar duas poltronas no avião?E o magro?paga metade do valor então?Eu me lembro de ter visto a notícia referir-se à obesos, mas se é obesidade, é considerado doença, por que, então, esta pessoa tem que pagar mais caro em uma viagem por ter um tipo de doença?

    Pois é, a ignorância não está apenas do nosso lado em uma praça de alimentação, está presente em importantes empresas aéreas, está no mundo inteiro e muito mais presente do que a gente imagina.

                                                                                                                                                                               -Vivi Almeida

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